sábado, 20 de novembro de 2010

Automedicação - Diga Não!

Automedicação é definida como o uso de medicamentos sem prescrição médica, na qual o próprio paciente decide qual medicamento utilizar. Inclui-se, por exemplo, a prescrição de medicamentos por pessoas não habilitadas, como amigos, familiares ou balconistas da farmácia e também a reutilização de receitas antigas sem que elas tenham sido emitidas para uso contínuo.
Um dos casos mais comuns de uso indiscriminado de medicamentos diz respeito aos antibióticos. O uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de microorganismos, o que compromete a eficácia de tratamentos.
Outro bom exemplo é a Dipirona Sódica, usada por milhares de brasileiros de forma indiscriminada. Sabe-se que ela pode induzir agranulocitose, uma reação de origem imuno-alérgica que, embora rara, pode ser severa e fatal.
A combinação errada de medicamentos diferentes também oferece riscos à saúde, já que um medicamento pode anular ou potencializar o efeito de outro. A automedicação pode levar ao agravamento da doença, já que a utilização inadequada de medicamentos pode esconder determinados sintomas e fazer com que a doença evolua de forma mais grave. Só para exemplificar, o paciente pode sofrer uma hemorragia cerebral devido a combinação de um anticoagulante com um simples analgésico.
É importante deixar claro que quando o paciente recebe atendimento médico ou assistência farmacêutica (orientações do profissional farmacêutico), ele é informado sobre os riscos que o uso irracional de medicamentos pode causar.
Todavia, se por um lado a automedicação vai de encontro ao pouco caso ou desconhecimento da população em relação aos medicamentos, por outro evidencia as imensas dificuldades de acessso a uma atenção médica e farmacêutica de qualidade.
 
Por Silvinha!

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